A questão é que nem todos no mundo querem saber de tarot. Ou querem, mas que os tarólogos façam a previsão e as pessoas as recebam. É quase como um processo de ir a um restaurante. Você quer comer. Não se importa muito com o como ou porque aquela comida está sendo feita. Problema do chef. Com a previsão, a mesma coisa. Problema do tarólogo.
Mas, de tudo, acredito que seja vital que tarólogo e consulente se encaixem. Como a comida e o restaurante. Quem não gosta de sushi, não vai ao japonês. Os encaixes se dão, então, não só em agendas, e sim numa empatia que faz com que se confie naquela pessoa na sua frente. O tarólogo pensa: será que ele/ela está aberto para mim? Será que veio buscar um conselho ou quer que eu adivinhe o que está pensando? E o pior de tudo: será a pessoa vai me ouvir?
Já o consulente deve pensar coisas como: será que essa pessoa sabe o que está fazendo? Será que vai acertar meu caso? Será que não vai dizer que eu "tenho macumba e preciso fazer um trabalho de limpeza de muitos reais"?
Tudo aqui é legitimo. Todas as preocupações. Todos os receios. Porque uma pessoa entrega a um tarólogo um momento único de sua vida. É a confiança. Já o tarólogo precisa ler as cartas e fazer com que caibam num contexto coerente para aquela pessoa à sua frente. Um equilíbrio imensamente delicado.
Assim, tudo começa com um sorriso cordial:

A conversa transcorre e, quiçá, a química acontece. O consulente conta sua vida buscando orientação, percebendo que nem sempre é como se quer. O tarólogo, compreende, ajuda, acolhe e termina:
- Vai. Tira uma última carta. Ela é para você ser o melhor você que puder ser.
A leitura desse derradeiro conselho deixa pessoas fortalecidas. Seja para acompanhar seus aconselhamentos prévios, seja para ouvir um sim ou não, seja para lidar com quaisquer 5s que apareçam pela leitura.
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