Boas vindas a quem chega!

Este é um blog destinado a falar de tarot. Para escrever sobre tarot e suas infinitas possibilidades. Para ler tarot, presencialmente ou online.

Para agendar a sua leitura, entre em contato: pietratarot@icloud.com

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Um experimento

Há alguns dias ouvi o podcast Beyond Worlds, Tarot Tribe com o tarólogo e autor Steve Grossberg.

Layout do Vitruvian Squares.
Steve escreveu um livro chamado Vitruvian Squares (Quadrados Vitruvianos), um método de divinação que não necessariamente se encaixa somente para o tarot... mas para qualquer instrumento de divinação, pêndulos inclusive.

E ouvindo o programa e percebendo os exercícios, eu fiquei com muita vontade de experimentar... tanto para pedir o livro e me aprofundar, quanto para experimentar essa forma de leitura.

Então, gostaria de oferecer aqui no blog, duas leituras: uma de 3 cartas e uma de uma carta, pois os quadrados podem ser usados de diversas maneiras.

Vc quer dividir essa experiência comigo e com os leitores do blog Tarot: Leitura e Escrita?

Vou sortear entre os comentários deste posting duas leituras via Skype: uma de 3 cartas, e uma de 1 carta. E após as leituras, farei comentários, não da sua leitura, mas da dinâmica dos quadrados na leitura.

Vamos? Comente esse posting com seu nome e e-mail.

Farei o sorteio dia 29 de junho de 2011, quarta-feira e entro em contato com os vencedores para combinar o dia da leitura.

E para quem quiser saber mais ainda, o livro é este aqui...
O original está aqui: http://www.divinewhispers.net/vsquare.htm
E o site do Steve é o Thinking Magically e nele vc encontra blog dele e alguns produtos interessantes, como os livros, o deck e o pano de leitura dos Quadrados Vitruvianos.

Pietra

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Texto e contexto

Sol.
Quando lemos essa palavra, podemos pensar em muitas coisas:

  • Dia ensolarado, cheio de possibilidades.
  • Dia ensolarado, muito calor e pele ficando vermelha.
  • Sol, astro-rei. Fonte de luz e calor. Uma Estrela, centro do nosso sistema solar.
  • Sol se vê quando está dia.
  • Sol é o que as crianças mais desenham em seus desenhos, geralmente em amarelo, e com mais frequência que não, com um sorriso.
  • Sol, de beleza e de brilho.
  • Rei Sol, de vaidade e grandiosidade.
  • Sol, cerveja leve e (em teoria, mexicana).
  • Deus Sol, o invicto, o que nasce para nos tirar da escuridão e do frio.
  • Apollo Sol, a inspiração para música e poesia.
  • Deusas Solares que falam do dia e da alegria, Bastet, Amaterasu.
E assim, poderíamos ir por linhas e mais linhas.

Onde eu quero chegar com isso?
Que um arcano sozinho, so(l)zinho, isolado e visto de repente, pode abrir um leque muito imenso de interpretação. Um arcano é como uma palavra. Ela sozinha pode nos trazer muitas ideias, pensamentos e interpretações. E claro que isso é importante para nos encontrarmos nos arcanos, para que possamos dialogar com cada um deles.

Porém, eu penso, que quando fazemos uma leitura ou uma meditação, é muito importante que as cartas estejam contextualizadas. E isso vem se dando porque pensamos: ok, Sol: alegria, sucesso, claridade. E como eu relaciono isso com a minha prática espiritual? Ou, como isso cabe com a minha situação de trabalho? Será que sempre O Sol vai falar que vc vai ser promovido ou ter um aumento... Talvez não, pois ele pode estar indicando que vc esteja mais capaz de enxergar sua função, as pessoas que trabalham com vc, etc e tal...

EU penso que sim, a essência das cartas sempre se mantém. E é bem por aí mesmo, mas o que está em volta, muda ideias...

Vamos ver uns exemplos?
Contexto: O que eu preciso saber sobre minha família?
Sol + Ás de Ouros
Pagan Cats Tarot. Magdelina Messina & Lola Airaghi
Aqui temos um contexto familiar, de alegrias baseadas em projetos que podem ser feitos juntos. Sim, está tudo no começo, mas existe harmonia para fazer as coisas acontecerem. Se alguém na família está pronto para começar um novo emprego ou empreendimento, as pessoas estão ali para apoiar, pois o Sol está lá para fazer a semente germinar e crescer. Talvez seja preciso um cuidado com as palavras no começo, pois se não colocarmos um tanto de sentimento, um pouco de água, essa sementinha pode esturricar e a ansiedade matá-la. 

Sol + 2 de Copas
Pagan Cats Tarot.
A família parece ser extremamente harmonica aqui. E talvez esteja para aumentar por um casamento. As relações são felizes e, com tempo, as pessoas solidificarão seus laços, sua confiança e sua vontade de compartilhar, abrindo olhares para as pessoas envolvidas. O conselho ficaria para um cuidado para que as pessoas não invadam a privacidade umas das outras, pois o Sol tende a mostrar mais do que se busca. 

Que tal?

Por fim, o que eu penso é que é sim interessante que quando fazemos uma leitura, uma meditação ou mesmo um trabalho espiritual com o tarot, temos de ter muito claro em nossas mentes quais intensões temos. Por que será que estamos com esse Sol? Por que eu usaria O Sol como representante do meu sucesso em uma empreitada? O que significa esse Sol numa leitura de cura, de saúde?

Muitas vezes até gostamos do desafio de ler as cartas sem indicativo nenhum do que o consulente quer saber... e aí, contamos tanto com o nosso conhecimento dos símbolos quanto com a intuição e percepção dos movimentos e respostas do consulente. Quando lidamos com isso com sucesso, certamente que nos sentimos felizes e realizados. Porém, quando a leitura está contextualizada fica tudo mais simples e mais rico. 

TAROT ON!
Pietra

quinta-feira, 9 de junho de 2011

De ouvir

Palestra da Vera Notem o Léo Dias de secretário.
 Adoro os dois!
Tive a chance de ouvir a querida Vera Chrystina falando sobre a História do tarot e suas simbologias em palestra na 7a. Conferência de Wicca e Espiritualidade da Deusa, no dia 4 de junho. E preciso dizer que sai da palestra dela com ideias e um sentimento de paz IMENSO!

Uma das ideias é render uma homenagem a Pamela Colman Smith... não é possível que uma mulher tão importante e talentosa na nossa vida de tarólogos tenha morrido pobre e enterrada como indigente... Não. Pamela merece nosso carinho, respeito e reconhecimento. Assim, logo logo, conto pra vcs o que eu estou pensando aqui na cachola!

E uma parte da minha paz é perceber que as pessoas estão a fim de fazer tarot crescer, acontecer e ser entendido.

E como é gostoso perceber que estamos cobertos em nossas ideias, de que estamos com pensamentos convergentes. Claro que o diferente é necessário... mas, ai, que delícia estar entre os nossos...

Obrigada, Vera! Foi um encontro incrível!
Pietra

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Símbolos, funções de linguagem e interpretação do tarot

Já que eu estou lendo o livro da Mary Greer, Understanding the Tarot Courts, eu fui dar um pulo no blog dela e me deparei com um posting ótimo que fala de como podemos usar as funções de linguagem (Linguística) para nos ajudar a ler as cartas de tarot. Então, me inspirei tanto no meu curso de Estudos Literários quanto o amor pelo tarot e fiz essa pequena reflexão. Fica o convite para quem desejar olhar de um outro jeito, talvez um mais literário, para as cartas de tarot.

Tarot é uma linguagem. Já falei disso algumas vezes. E como tal, está sujeito a análises, conceitos e usos. Usos, alguns, de licenças poéticas. Quando usamos a linguagem, principalmente a escrita, para fazer Arte, estamos fazendo Literatura. E o bom autor literário é aquele que é capaz de fazer um bom uso das palavras, dando a ela sentido e poesia. E acredito que o mesmo seja para o tarot.

Uma vez que a linguagem do tarot é, primeiramente, pictórica, ela é muito impactante. E podemos nelas ver diferentes camadas de imagens e dar a elas muitas interpretações.

Pensando em funções de linguagem, ou seja, em formas de utilizar as imagens/palavras para enfatizar um elemento de comunicação, podemos pensar nas imagens que as cartas trazem de formas mais e mais profundas que podem servir em diferentes formas nas leituras ou meditações que se faz com os arcanos.

Nas leituras e interpretações das imagens do tarot, eu penso que 3 dessas funções se destacam:
A poética, a denotativa e a conotativa... a que pela pelo bom uso das imagens, como dizer bem através das imagens do tarot; a segunda, denotativa ou referencial, mostra as imagens tal qual elas são e falam de seu ser per se, sozinhas e isoladas; e a última, também chamada de emotiva, fala de como as imagens falam, dialogam com as pessoas, com o que entra em contato com ela.

Claro que as outras funções, como a Metalinguistica, podem aparecer, pois eu vi um exercício ótimo de usar outros arcanos para ajudar entender um arcano em questão. O mesmo para a fática, que fala do canal de comunicação.

Mas, voltemos as 3 primeiras... A que elas nos ajudam quando fazemos uma leitura?
A visão poética nos mostra o quão adequada a imagem é para o arquétipo do arcano.
A visão denotativa nos ajuda a chegar a interpretações bastante objetivas das cartas, fazendo uma tradução quase que literal do que se vê.
A visão conotativa ajuda a enxergar os lados mais subjetivos dos símbolos, vendo significados mais místicos, esotéricos e mesmo, emocionais.

A primeira é a nossa baliza para comprar um bom tarot, ou um deck que fale conosco e mantenha os símbolos dos arcanos; a segunda nos ajuda a ver detalhes e reconhecer os arcanos e seus elementos, além de trazer dicas objetivas de como interpretar e lidar com a carta; a terceira, a fazer a interpretação per se, ou seja, para olhar o que está além do símbolo, o que ele quer dizer ou representar. E isso tudo, acredito eu, faz a leitura mais rica, nos ajuda a compreender o que um artista pensou ao fazer seu deck e como podemos nos relacionar com essa Arte.

Tarot pode ser sim, uma coisa muito simples, e singela. Porém, como os mais belos escritos ou as mais belas pinturas, o quanto mais não podemos encontrar? Quantas coisas podemos achar em recortes de imagens e escritos? Quantas camadas de informação estão no que vemos, lemos, interpretamos? Tarot é igual... porque é a vida.

Os fatos, são de fato, fatos. Porém, o quanto mais não se adiciona a eles? O que nos leva a eles? O que vem depois?

Ah, tarot falante... ah cartas de beleza sem fim!
Pietra

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Blogagem Coletiva: Arcanos e Olhares - O Hierofante

Fiz meu texto de participação na blogagem coletiva do Conversas Cartomânticas =)

Arcano 5. Acima, à esquerda, Gaian Tarot. Ao
lado, Mitológico. Abaixo, à esquerda, Goddess
Tarot e, ao lado, Waite-Smith.
Escolhi O Hierofante porque é o meu arcano pessoal, então me senti bastante à vontade para escrever sobre ele.

Hierofante, o grande professor


O quinto arcano do tarot seja talvez um dos que teve seu significado e entendimento desnivelados pelo passar do tempo. Quando o tarot começou a ser concebido em sua estrutura e imagens, lá nos anos 1490 e tantos, o Papa (título original da carta) era uma figura importante e proeminente. Talvez o seja até hoje para a comunidade católica que, conta com o seu sacerdote para esclarecer, apoiar e ensinar a secularidade da Igreja e de seus modos.

Porém, é dado que, pelo menos ou mais fortemente, nos últimos 100 anos, a Igreja e o Papa perderam seu "carisma" e que o tarot não é mais só um jogo de cartas entre as massas, mas um sistema de leitura de vida e de conhecimentos, que foi, inclusive, imbuido de várias disciplinas e ideias que não necessariamente, representam o Papa ou o ideiario cristão.

O tarot ganhou toques da Cabala (judaíca); de diversas mitologias; de espiritualidades centradas na natureza; da cultura contemporânea que se soltou completamente de uma visão teocentrista do universo. Tarot agora é tarô e serve a diversos propósitos, como terapia, investigação, meditação e, sempre, divinação. Hoje em dia, ninguém é dono do tarot; ele é um livro de vida que está aberto a todos que desejem ler e falar sua linguagem.
Então, o que acontece com o arcano 5? Ele perde sua razão de ser? Se torna fora de lugar? Fora de forma?

Absolutamente, não. O Papa, como mostrado nas imagens do Waite-Smith Tarot, ou melhor, o conhecido e talvez não entendido, Hierofante é uma carta incrível, com muitas possibilidades e ensinamentos que sim, se perpetuam na humanidade ao longo dos séculos.

O Hierofante é o sacerdote. E o sacerdote é o oficiante de uma religião ou espiritualidade. É o mediador. A ponte. É quem lida com os ensinamentos espirituais e quiçá, culturais e de fundação de mundo de um grupo ou sociedade. O sacerdote é o que dedica sua vida, recebe treinamento - formal, geralmente - e pratica ao longo de sua vida, todo esse conhecimento, o transformando em sabedoria.

Um outro papel que cabe ao Hierofante é o de professor. O que traz o conhecimento e ajuda o aluno a encontrar sabedoria. Aqui, ele também é o mediador, o que faz uma ponte, mas não necessariamente entre o divino e o mundano, mas entre o aluno e a sua cognição. Afinal, o que é aprender? É vivenciar conhecimentos e poder compreender, generalizar e construir conceitos. O papel do professor é fazer com que esse processo se dê de forma significativa, ou seja, que faça sentido para quem aprende e que possa ser utilizado tanto para uma discussão teória quanto para uso prático.

Por fim, um último papel que encontro no Hierofante é o de modelo. Este inclui os dois últimos de sacerdote e professor. Ambos são a demonstração da vivência e de como fazer o conhecimento secular e espiritual culminarem num estilo de vida que os tenha como pano de fundo.

E, com tudo isso, a representação do Papa/Hierofante, do Sacerdote foi ganhando diversas nuances e ideias, crescendo em significados e se transformando em significantes que carregam em si os princípios da educação, da mediação e da espiritualidade. Alguns exemplos podem ser vistos nas seguintes representações:

Gaian Tarot, de Joanna P. Colbert: ela chama seu arcano 5 de O Professor e ele é aquele senhor que vive por entre as ervas, plantas, animais e pessoas de um local e os conhece todos. Ele está junto ao coiote que pergunta, rodeia e que, talvez, nos leva a outros lugares para reconhecer coisas que já sabemos ou que precisamos aprender. O professor, o número 5, des-estabiliza conhecimentos para construir novos.
Goddess Tarot, de Kris Waldherr: nesse deck chamado de Tradição, representada pela deusa romana Juno. Ela, esposa de Júpiter e assim, rainha dos deuses, mantém as tradições e status quo através das atribuições e cerimoniais que passam por gerações. O chamado e a importância dessa tradição é se manter saudável, desprovida de uma necessidade insana de poder e, principalmente, significativas.
Tarô Mitológico, de Liz-Greene: neste a carta tem seu nome "Hierofante" e nela está mostrado Quíron, o professor de heróis, o curador ferido. Quiron ensina os heróis as qualidades, princípios e moral. Infelizmente, em sua história, não consegue usar seus próprios conhecimentos para se curar, demonstrando que, algumas vezes, o aprendizado não vem necessariamente pelo amor, mas sim, pela dor.

Muitas pessoas acreditam que olhar para O Hierofante nessas distintas representações o torna mais suave e menos severo ou austero que um padre, como visto no Papa do Waite-Smith. Mas será que é sempre assim?
Quero dizer, os professores que temos, os melhores deles, são os mais regrados, mais conhecedores de sua área de atuação e que exigem sim, disciplina, capricho e um trabalho bem feito. Porém, são os mesmos professores que reconhecem o movimento e a dinâmica de cada turma e atinge os alunos onde mais precisam avançar. Austeridade e autoridade são faces necessarias desse papel, mas não se mata aí a amorosidade que o espiritual, o contente com seu papel carrega em tudo que faz.

Muitas representações. Várias ideias. Uma mesma essência. Quando O Sacerdote aparece num jogo ele pode nos falar de aprender e fazer as coisas como a tradição pede, como é conhecido e entendido secularmente. Nos fala de fazer pontes de conhecimento e de deter a chave desse conhecimento para que, com a ajuda de outros (e das outras cartas da leitura) o transformar em sabedoria. A Educação, o entendimento. Por outro lado, a temosia, a dureza dos velhos caminhos também pode ser observada e pode nos alertar sobre como o mundo é dinâmico e abre sim, espaço para o que é novo, vivo e principalmente, para o que traz novos significados.

Viver como O Hierofante é uma tarefa de tempo integral. Pois ele pede que nos entreguemos ao estudo e ao trabalho de quem ensina. O que se ganha profundamente, é que quem ensina também aprende, e, se for capaz aprende a olhar pelos olhos dos outros, novas formas, perspectivas e ensinamentos daquilo que ele mesmo sabe tão bem!

Pietra di Chiaro Luna
taróloga, bruxa e coordenadora dos eventos Chá de Tarot e Confraria Brasileira de Tarot

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Leitura... layout, posições e pensamentos

Vendo alguns textos e opiniões por aí e tendo uma chance boa de comungar com outros tarólogos, estudiosos, curiosos e afins de tarot, eu me peguei pensando numa coisa que está mega presente na minha prática de tarot agora. O trabalho com os layouts de tiragem, de leitura.

Todos os dias vemos ou aprendemos sobre uma nova tiragem... ou uma velha, mas que temos uma nova percepção, uma nova experiência. Desde a Cruz Celta que vem em praticamente todo livro que se compra sobre tarot até os insights que temos, as leituras nos ajudam a organizar, a sistematizar uma leitura, dando um símbolo (ou mais) para cada uma das posições. Se o tarot é uma linguagem, cada lugar da leitura é um capítulo de um livro que estamos lendo sobre uma determinada situação.

E como tudo, isso tem aspectos muito bons e uns que me levam a pensar em coisas mais ou menos. Porque eu mesma ando num caminho mais ou menos. Explico: muitas das leituras que eu tenho feito para outras pessoas + a minha de lua cheia, são leituras de posiçcões bem definidas que podem ser complementadas por mais algumas cartas tiradas como conselho ou aprofundamento. Porém, tenho sentido uma necessidade muito grande de olhar para as cartas, principalmente para essas de aconselhamento como um conjunto ao invés de individualmente.

Explico de novo: estou, ultimamente pensando em como as cartas se fazem como um conjunto e não como três individualides em grupo. É como se olhassemos para como um casal ou uma família funcionam como dinâmica e como energia: ah, esse casal é harmonioso... ah, essa família é mais dispersa e por aí vai...

O que eu tenho percebido é que ter esse olhar mostra uma figura mais ampla de um momento que já está situado em uma leitura e me parece dar mais possibilidades sobre algo.

Vamos de um exemplo?
Numa leitura de Mandala astrológica, a casa 6 - por exemplo - fala de trabalho e saúde, uma vez que está relacionada com o signo de Virgem, ou seja, com uma forma sistemática de fazer acontecer o que Leão imagina. E nessa leitura, na casa 6, temos:
Cavaleiro de Ouros (que é muito interessante para quem trabalha, ouros = terra): uma energia bem forte de fazer acontecer no trabalho. Ideias, vontades, movimentos e vários fazeres para fazer com que o que é de trabalho funcione.
Pergunta: como lidar com essa massa de energia física e esse monte de coisas para fazer? Como otimizar isso tudo?
3 cartas: ás de ouros, 9 de copas e Rei de Ouros.
(qual dinâmica temos entre essas três cartas?)

Para ganhar a maestria no que se precisa fazer no trabalho, ou seja, para lidar de forma tranquila e profissional com tudo o que se precisa fazer no trabalho é preciso tanto criar uma atmosfera de alegria e bem estar e trabalhar boas ideias. Quem o faz, é capaz de ser promovido e começar um novo ciclo de trabalho bom e bem feito, ou seja, mãos a obra.

E você? Já experimentou fazer essas leituras mais dinâmicas? E se vc quer uma leitura assim, é só me escrever!
Pietra

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Tiragem de 3 cartas para apoio pessoal

Geralmente quando uma pessoa vem buscar uma leitura de tarot é porque ela precisa de um apoio e busca respostas que não está enxergando no momento. Dificilmente, quando vem buscar o tarólogo, ela está em um momento light da vida... Ou tem questões, ou quer saber sobre mais coisas sobre uma questão ou é seu aniversário e quer saber de mais coisas de sua vida. E o tarólogo a ajuda a fazer esse mapa, esse caminho.
E, quando o problema é o tarólogo? Por quê, digamos, não estamos sempre 100%, certo? É aqui reside um pouco daquelas discussões de fazemos uma leitura para nós mesmos ou não ou se estamos envolvidos demais, quem nos socorre?
Encontrei essa leitura aqui no blog Tarot Healing da Lisa, que é uma taróloga britânica muito certeira. Resolvi tentar para me ajudar, inclusive a me orientar em determinadas coisas. O blog dela é http://tarothealingbylisa.blogspot.com/
A jogada é bem simples. 3 cartas.
1- O que a minha alma está mostrando em suas profundezas?
2- Como posso dar à minha alma uma expressão criativa?
3- Como posso me dar encorajamento?
Vamos experimentar?
1. O Eremita.
2. A Temperança
3. Cavaleiro de Ouros
1. Nas profundezas, a alma parece demonstrar uma necessidade de se organizar sozinha. De se afastar do que for muito social e intenso, não interessa. Interessa a exploração interna e a afirmação daquilo que é sabido, do que já é certo e testado. A alma do Eremita é cheia de conhecimentos e de sabedoria que, como alma, se perfaz por muito tempo; assim acaba pedindo um certo afastamento, um certo olhar para dentro de sim.
2. Arte. Fazendo, apreciando e dialogando com a Arte. Quando A Temperança aparece, ela nos chama a mover dentro de nós os opostos complementares pessoais que nos mostram quem realmente somos. E isso, essa harmonia e trabalho se chamam, pelo Thoth, Arte. Assim, busque na música, nas pinturas, na literatura inspiração para o seu fazer artístico pessoal. Em traços físicos que a alma pode ser significada, compreendida. E é o diálogo com todos os símbolos que a Arte proporciona que esse diálogo fica mais intenso e a alma se encontra - e fala!
3. Posso me dar encorajamento colocando essas coisas todas em andamento. Se levar a um local de apreciação da Arte e em situações que concretizem vontades e desejos que a alma expressa em seu tempo de existência. O que mais o Eremita quer aprender? Compre um livro. Vá a uma biblioteca. Que música inspira a alma? Compre o cd. Veja um concerto de câmara ao meio-dia no Teatro Municipal. Para se apoiar é importante fazer acontecer concretamente as coisas que a alma anseia.
Que tal?
Pietra